Rancho da Matinha: fazenda apresenta inovações que influenciam a história da pecuária
Quarta, 01 de abr de 2015


Dr. Luciano Borges, titular da marca

Há quase 40 anos, o Rancho da Matinha contribui para tornar o futuro da pecuária promissor. Com frequência, a marca surpreende o mercado com novas ideias. Em um momento, apresenta um método de seleção diferente; em outros, lança tecnologias e investe em projetos ousados. Essa visão empreendedora do titular da fazenda, doutor Luciano Borges, fez o criatório se destacar no setor, sendo uma referência em genética no Brasil.

A cada safra, a fazenda se dedica para potencializar o seu valor genético. Para isso, conta com importantes profissionais da pecuária, aposta em pesquisas e utiliza ferramentas e tecnologias atuais. “Investir na genética Matinha significa melhorar os resultados econômicos da operação pecuária”, destaca doutor Borges.

Ao lado de José Aurélio Bergmann, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Rancho da Matinha estabeleceu as características que deveria priorizar. A primeira delas é a “Reprodução”, que sustenta todas as outras; a segunda, “Crescimento”; a terceira, “Qualidade de Carcaça”; a quarta, “Habilidade Materna”; e a quinta, o “Temperamento”. Em referência às características, o titular da marca construiu na sede da fazenda uma escultura com pedras no formato de pirâmide. “Para termos a ideia sempre presente, criamos uma escultura com cinco pedras. Cada uma simboliza uma característica, transmitindo o conceito de equilíbrio entre elas”, declara o proprietário.
Atualmente, a Matinha conta com uma área estimada em 1200 hectares, situada em Uberaba/MG. O criatório possui um rebanho de aproximadamente 2.200 cabeças. Desses animais, uma parcela está nas terras da marca e a outra em fazendas parceiras.

A venda de animais e materiais genéticos é outro fator de destaque. Por ano, a fazenda comercializa 600 touros. “A alta taxa de retorno dos nossos clientes indica que temos tido significativa eficiência em nossos objetivos”, ressalta o proprietário.

No processo de seleção, a Matinha utiliza várias ferramentas e tecnologias de ponta. A fazenda as aplica para facilitar o manejo e disseminar genética de qualidade e consistente. Uma delas é o desafio para prenhez precoce das novilhotas, que vem sendo aplicado pela marca há 17 anos. O criatório também realiza já há 13 anos o processo de ultrassonografia para avaliar carcaças dos animais. Além disso, a fazenda iniciou há quatro anos, pioneiramente no Brasil, o seu programa mais ousado: a Medição de Consumo Alimentar. “Alimentação representa 70% do custo de produção na pecuária, por isso é uma das características de mais alto impacto econômico. Todos esses procedimentos têm contribuído para nossa meta de tornar a raça Nelore economicamente mais eficiente”, declara o titular.

Em todo o trabalho de seleção, a Matinha conta com o apoio da ANCP. “Hoje não é mais possível fazer melhoramento genético sem uma boa e consistente avaliação. A ANCP transmite alta confiabilidade e proporciona a avaliação das características economicamente mais importantes”, destaca doutor Borges.

Além das avaliações da ANCP, a fazenda promove a avaliação intra-rebanho, que avalia fenotipicamente nove características. “Nosso programa subsidia o processo de seleção, antecipando e complementando os resultados obtidos através das DEPs”, enfatiza o criador.

Principais momentos

O Rancho da Matinha teve muitas passagens importantes. Entre elas, está o início da parceria com o Programa da USP, hoje conduzido pela ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores), e o começo do trabalho com o geneticista Bergmann, que ajudou a marca a priorizar as suas cinco características. “Esses dois fatos mudaram radicalmente nosso processo de trabalho”, conta doutor Borges.

A preocupação do Rancho da Matinha não se resume apenas à pecuária, a questão ambiental também está entre as suas responsabilidades. Ela observa o meio ambiente como fator de produção. “Temos adotado procedimentos recomendados para preservação de nascentes e matas ciliares; reciclagem e compostagem do lixo; e redução de perdas de água e energia”, relata o titular do criatório.

Índice Real Matinha

Uma das inovações da marca é o Índice Real Matinha. Ele consegue estimar quanto o criador pode lucrar na desmama e no ciclo completo, tendo, assim, uma ideia do valor econômico do produto. “Quando falamos de resultado econômico, julgamos ser de grande importância a correta ponderação entre as principais características. O índice econômico nada mais é que este ponderador. Ele identifica os animais e proporciona mais lucro. O Índice Real Matinha, além de ter sido determinado através de estudos econômicos objetivos, mede o valor em “Reais”, moeda brasileira. Em curto espaço de tempo todos os programas vão adotar índices ponderados economicamente”, conclui doutor Borges.

Fonte: Pontual Comunicação